The Kennedy Years

“A esperança vem do mar, não do túmulo”, provérbio irlandês.

“Hope stems from the sea, not from the grave”, Irish proverb

O meu primeiro contato com os Kennedy ocorreu no dia 11 de outubro de 1995, onde conheci Pierre Salinger, ex porta-voz do JFK e próximo dos membros do clã. Dizer que Pierre era amigo de John e Robert é pouco. Após o seu desaparecimento em novembro de 1963 e em junho de 1968, ele foi um apoio para os filhos de ambos e incumbiu-se de provar que a presença deles no mundo permitiria a concretização de grandes feitos para o bem da humanidade. Ele foi para mim um amigo excepcional.
O meu primeiro contato com o nome Kennedy ocorreu numa biblioteca no norte de França! Enquanto adolescente, vivia fascinado com o destino de Lawrence da Arábia e Sir Winston Churchill. A bibliotecária propôs-me uma biografia sobre John F. Kennedy. Aceitei a sua proposta por curiosidade. Aprendi que o seu livro de cabeceira era «os Sete Pilares da Sabedoria» e que admirava Churchill. A coisa estava percebida.

Em junho de 1998, com o apoio da família Kennedy, dos 187 Estados-Membros da Unesco e da Embaixada dos EUA, organizei a minha primeira exposição Kennedy, «o Sonho Americano na sede da UNESCO» a pedido do Presidente William Jefferson Clinton.

Robert Kennedy Jr. Inaugura-a.

Ficou comovido com essa homenagem oficial.

Este foi o início de uma longa visita aos Kennedy: exposições itinerantes, conferências, promoções de documentários, livros e até mesmo a longa-metragem Jackie interpretada por Nathalie Portman. Eu achava que a aventura da UNESCO seria apenas um evento pontual, porém levou-me até milhares de pessoas.

THE KENNEDY YEARS conta uma história. Uma história que nos toca, porque os seus principais eventos mexeram com as nossas vidas. A crise de 1929, a chacina de Adolf Hitler, a Guerra Fria, o Muro de Berlim, o Vietnam, Cuba, a luta pelos direitos civis, Dallas e os assassinatos de Martin Luther King e de Robert Kennedy em 1968.

Às vezes leio na imprensa que a trágica morte de JFK pôs fim ao sonho americano. Estou convencido do contrário. A geração mais jovem avança. Churchill dizia: “Se constantemente nos opomos ao passado e ao presente, então o futuro nos escapará das mãos”. John e Robert Kennedy estavam ligados ao futuro dos seus compatriotas. No empenho pelos fracos rejeitados pelos outros. O que eles dariam era esse sentimento de que cada mulher, cada homem pode levantar montanhas. Que não é vergonhoso falhar, mas que é necessário tentar.

Espero de todo o meu coração que esta exposição vos traga energia, que possam consolidar os vossos sonhos e o vosso entusiasmo. Goethe escreveu: Homem, quando irás entender que não é um sucesso que fará o teu destino? Dallas apenas fechou uma página da história de John Fitzgerald Kennedy e da história da América.

Agradeço calorosamente a François Blot, Vera e à sua equipa por nos terem dado a aportunidade de apresentar «THE KENNEDY YEARS» em Lisboa.

Saúdo a energia do novo presidente do L’American Patrick Sieger-Lathrop. Obrigado ao Presidente do Harvard Club, Stéphane Morais, por apoiar este evento. Obrigado à Christine Joy, Presidente da Recepção Francesa em Lisboa. Agradeço ao Armando e à sua equipa dinâmica por transmitirem a minha paixão na imprensa portuguesa. Obrigado à Hélène pelas suas magnificas tiragens. Muito obrigado à Maryrose em Boston por apoiar as nossas exposições desde 1998.

O meu profundo agradecimento à Sua Excelência, o Embaixador dos Estados Unidos em Portugal, por nos apoiar oficialmente.

Dedico «THE KENNEDY YEARS» à Pascale, que é a luz da minha existência. Dedico esta exposição a cada criança de Portugal. Que cada um deles possa encontrar o seu caminho. Aos meus três filhos William, Bryan e Chloe.

Caros visitantes, queridos amigos, deixo-vos esta citação do 35º Presidente dos Estados Unidos: “Precisamos de homens que saibam sonhar com coisas inéditas”.

Stephen Kennedy Smith, filho de Jean Kennedy Smith que é irmã do presidente Kennedy, espera que esta nova exposição seja um grande sucesso em Lisboa. Desejando o mesmo que o meu querido amigo Frederick Vreeland, Conselheiro na Segurança Nacional em 1963 e ex-embaixador dos Estados Unidos em Marrocos.

Deus abençoe Portugal.

Frederic Lecomte-Dieu.
Curador da exposição «THE KENNEDY YEARS»

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